Meu Deus, por que me abandonaste?

Hoje pela manhã eu sofri uma decepção. Coisa pequena: estava trabalhando há dias em um texto e não consegui enviá-lo, como queria. Enfim: o tempo fora perdido. Ai! como isso me pareceu uma coisa incrivelmente grande! E eu chorei, me entristeci, me aborreci com Deus e pensei: "Por que nada que eu planejo dá certo? Por que Deus não atende nenhum - um que seja! - dos pedidos que eu faço?". Confesso isso corando de vergonha. Senti que tinha o direito de me irar contra Deus, culpá-lo por tudo de errado que acontecia comigo!

Mas já naquele momento eu sabia que Deus me dizia que esperasse, que as coisas eram assim mesmo, que eu ainda haveria de aprender algo daquilo... Ora! - pensei -: lá vem Ele com essa história de tirar lições das coisas! Será que eu já não aprendi demais? Será que eu não poderia aprender de outro modo?

Não adiantava, eu estava meio mal. Mesmo assim, no fundo eu sabia que Deus estava certo - Ele sempre está! - só restava esperar a hora de cair na real.

No colégio, tive uma aula sobre DST's, que eu já devo ter visto várias vezes. Aquelas imagens de pessoas infectadas, depois de me dar uma sensação de pena - confesso - e um pouco de horror, fizeram com que eu me perguntasse se eu tinha direito de me irar por um motivo tão bobo. Claro que não tinha!

Acontece que de vez em quando temos a sensação de que Deus nos abandonou e de que a nossa vida não tem mais jeito. Nessas horas corremos o perigo de julgá-Lo e abandoná-Lo. É difícil enxergar, mas até aí Deus está conosco.

Eu vacilei. Porem, ainda acredito que é muito fácil pensar que fomos mesmo abandonados por Deus em momentos de dor, sejam eles grandes ou pequenos como o meu. Até Jesus o fez! Contudo, o que não podemos mesmo é perder a perspectiva da presença Dele e da disposição a tudo por Seu amor em vista de um propósito maior. Não importa se conhecemos ou não esse propósito. É a velha - e certa! - questão da confiança em Deus.

Quer saber de mais uma coisa? Por mais que pensemos o contrário, jamais poderemos exigir nada de Deus. Podemos andar na Igreja, fazer longas orações, provocar conversões ou ser as pessoas mais caridosas da Terra: Deus jamais ficará nos devendo coisa alguma. Tudo o que Ele nos dá é pura graça.

Nossa! Para quem pensou que não ia aprender nada com essa história, acabei aprendendo até demais, não? Precisava dividir isso com vocês: Deus não me abandona e eu estava mesmo errada...

 
 

Vale a pena confiar!

A Liturgia da Palavra desse domingo me inspirou uma grande confiança em Deus. E é desse sentimento que precisamos nos momentos de maior luta por que passamos, seja contra nós mesmos e nossos desejos, seja contra o mal que há no mundo. Se confiarmos em Deus e acreditarmos naquilo que Ele nos prometeu, ainda que não o vejamos, encontraremos um motivo para lutar, com a certeza da vitória.

Deus bem sabe das lutas que tenho travado nos últimos tempos. E sabe que muitas vezes foi difícil pra mim acreditar que poderia vencê-las. Mas aquilo que Ele me diz através dessas leituras de ontem é que vale a pena confiar.

Vale a pena porque o dia da salvação virá. Vale a pena porque Deus é Deus e suficientemente poderoso para cumprir o que prometeu. Vale a pena porque Ele jamais se esquece de suas promessas. E se você acredita que tem um Pai tão bom que só queira a sua felicidade sabe que pode continuar caminhando.

Você que me lê tem as próprias lutas. Decida você também por confiar em Deus. Não se esqueça de que Ele te prometeu vida, céu! E que é preciso lutar para alcançá-lo. Acredite: por maiores que sejam as suas dificuldades, vale a pena!

 
 

De quem é a culpa?

É chato assumir as responsabilidades dsquilo de ruim que acontece conosco. É chato resistir a essas mesmas coisas, se à primeira vista parece que vão nos trazer algum bem. E isso se aplica a muitas coisas em nossas vidas.

Por exemplo: nos últimos dias venho convivendo com um incômodo - ai, conto ou não conto? Ok, lá vai: - vêm aparecendo umas gordurinhas intrusas no meu abdômem. E não é paranóia, juro! Bem, de qualquer forma, estou me esforçando pra voltar ao normal. Ontem pela manhã, prometi a mim mesma que iria abolir da minha dieta qualquer tipo de frituras, refrigerantes, doces e - claro - pão. Até me alimentei de forma saudável, acreditam?

Isso foi até a noite somente. De uma hora pra outra minha irmã me convida a ir com ela comprar um pastel. Acabou me oferecendo um só pra que eu a acompanhasse. Nossa, que chato! Eu juro que não queria ir, estava pensando na minha recente dieta, e nas consequências que essa derrapadinha me traria. Acham que foi suficiente pra que eu mudasse de idéia? Não foi. Eu acompanhei a minha irmã e comprei e comi uma coxinha de frango - deliciosa, por sinal.

Voltando ao objetivo do blog, quero dizer que realmente é difícil resistir às tentações, por mais comprometidos que estejamos com Deus, pois somos humanos. Ainda que saibamos todas as consequências que cometer aquele pecado nos trará, somos capazes de fazê-lo. Ontem eu havia me comprometido com a minha dieta, mas falhei. Ontem eu sabia que aquilo ia me fazer engordar mais um pouco, mesmo assim falhei.

E queria encontrar um culpado para aquilo que eu estava fazendo. Enquanto me dirigia ao estabelecimento eu inventava desculpas: "só estou fazendo isso porque minha irmã insistiu. E ela ainda vai pagar pra mim! Eu posso começar a minha dieta amanhã, vai até ser legal me despedir das coxinhas definitivamente...". Mas a verdade é que a culpada era eu. Se eu não quisesse realmente, não teria comido aquilo, teria dito um não e me trancado no quarto, que fosse. Mas eu quis, por isso fui.

Assim também não adianta procurar culpados para o pecado que cometemos. Sim, o demônio nos tenta. Sim, somos fracos. Sim, houve esta e aquela situações. Mas ainda podemos lutar, até porque se não dermos brecha, o demônio não pode nada contra nós. Ele apenas joga a isca. Morder é por nossa conta.

"Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. "

I Pedro 5, 8

Não quero parecer dura demais. Em verdade a nossa humanidade traz como uma  consequência a fraqueza e o pecado. Mas quero dizer que você não pode ficar usando isso como desculpa pra sair por aí pecando e pondo a culpa nos outros. Ainda é possível vigiar!

Até porque procurar culpados é perda de tempo, concordam?

 

 

Dias de mal-humor

Sabe aquele dia em que você acorda de bem com a vida e vem alguém de mal-humor e estraga tudo? Ou então: sabe quando as pessoas à sua volta estavam super alegres e felizes e é só você chegar pra o clima mudar de repente? Não, não é perseguição: é sinal de que é você quem está de mal-humor e estragando o dia dos outros.

E isso é horrível. Essa mania de se achar o centro e alvo de todas as coisas, pensar que o dia é o pior de todos, e que todos estão conspirando pra o seu mal. Pra mim isso é perda de tempo. E é anti-Evangelho, que nos pede que busquemos a paz com todos. Bem, nos meus humildes e poucos anos de caminhada, vou tentar dar umas pequenas dicas a vocês, se quiserem ler o post daqui pra frente.

Se alguém perto de você está de mal-humor: não responda, ou você vai ouvir poucas e boas. Não ignore: aí mesmo é que a pessoa vai pra cima de você. Eu sugiro que você tenha paciência. É o que dizem: um dia da caça, o outro do caçador. Amahã o mal-humorado pode ser você...

Se você é o mal-humorado da vez... Ah, tente não explodir. É difícil, eu sei, mas é um bom exercício. Lembra do "Aaii, me seguura!" que eu já postei aqui? Pois é.

Acho que eu tento fazer isso, e sugerir q você faça o mesmo porque o cristianismo é uma religião mais coletiva do que tudo. Você não vive isolado. E como as pessoas não são perfeitas, de vez em quando você vai precisar usar da paciência e da bondade.

Ah, gente terminando eu quero dizer que finalmente me inscrevi no vestibular. Isso já tem quase uma semana, mas acho que só agora pude postar. Lembra da minha dúvida angustiante sobre fazer Letras ou Economia? Fiquei com a primeira opção. Agora é ver como vai ser, né? E lutar para pasar no vestibular. Essa sombra continua me atormentanto, haha.

 

 
 

Notícias e dica

Estou de volta. Vim aqui dar umas notícias e uma dica a vocês.

Essa semana eu li "A cabana" de William P. Young. Um dos melhores livros que li até hoje. Fala da experiência de Deus em meio à dor da perda e faz isso através de uma narração fascinante, que prende o leitor até as últimas páginas. Não vou contar a história aqui porque fica sem graça. A minha dica então é: se você não leu esse livro ainda, faça-o e me conte depois.

Essa semana - amanhã, eu espero - vou postar uma meditação aqui. Pretendia fazer iso hoje, mas já estou ficando sem tempo e não quero escrever qualquer coisa. Até lá então!

 
 

Aprender a conviver com os defeitos

Algo que precisamos aprender constantemente é a conviver com os defeitos. Nem vá se animando: não estou falando dos próprios defeitos, e sim, dos defeitos das outras pessoas.

"Ninguém é perfeito". Essa frase já virou um lugar-comum e recorrente. Porém, infelizmente só a utilizamos quando queremos justificar os nossos erros. Com ela, na verdade dizemos que nós não somos perfeitos. E as outras pessoas? Deveriam ser perfeitas? Ainda tem gente que acha que sim.

Quando entramos em um relacionamento, qualquer que seja, esperamos encontrar satisfação. Colocamos muitas expectativas sobre uma pessoa, e se ela chega a cometer um erro conosco, nos magoamos profundamente. E ainda acreditamos que fomos traídos, nos sentimos vítimas. É certo que não é nada legal receber uma ofensa de alguém ou ser prejudicado por causa dele. Mas isso não nos dá o direito de julgar e condenar as pessoas, o que normalmente fazemos.

Dizendo que precisamos aprender a conviver com os defeitos dos outros, não estou propondo nenhum tipo de masoquismo, nem tampouco que ignoremos que erramos. Não sugiro que aprendamos a conviver com o pecado ou que o encaremos como normal. O que digo é que os defeitos das outras pessoas não podem impedir jamais que nos relacionemos com elas e as amemos.

Que as amemos inclusive aconselhando-as a melhorar, ajudando essas pessoas a livrarem-se de seus pecados. Mas sem pressioná-los. Sem esperar deles a perfeição. Simplesmente amando, como Deus nos ama e não nos dá a condenação que merecemos.

Olhar para os seus próprios defeitos pode auxiliar muito esse processo. Assim você vai poder ter uma consciência ainda mais clara de que as pessoas são falhas, por mais que detestemos isso. E não se esqueça de que amar ainda é o fundamental.

 

 
 

Mudando... em Deus!

As mudanças vêm. Seja o cabelo, o tamanho, a personalidade, desejos ou sonhos, há sempre momentos em que mudamos algo em nós.  E isso não é ruim. Mudar significa abrir mão de algo por outra coisa, vezes melhor, vezes nem tanto...

Eu, graças a Deus, desde pequena estive na Igreja. Tanto que isso até fez com que eu ouvisse comentários maldosos. Deixando isso de lado, fato é que toda essa convivência com a Igreja influenciou muito aquilo que sou hoje, não há como negar. Mas o mais difícil foi crescer na Igreja. Acompanhar as mudanças que aconteceram (e continuam acontecendo) no meu corpo, nos meus conceitos e metas, nos meus modos. Perceber que o fato de me tornar uma adolescente cristã católica e convicta, levando a Bíblia e o terço pra a escola, renunciando a festas pra não perder a Missa e tudo o mais, me tornava completamente diferente dos outros adolescentes que conheci. Confesso que cheguei a me sentir mal várias vezes por causa disso, e já quis provocar uma outra mudança em mim, de modo que me tornasse como todo mundo era.

Mas se mudar é bom, mudar em Deus é melhor ainda. Não brinco quando digo que Ele foi e é o meu melhor conselheiro em dúvidas de toda a ordem (séerio). Tive Alguém a mais (e que "Alguém", hein?) pra me orientar sempre.

Lembrar disso me dá uma alegria! É verdade que mudei como toda pessoa que vai dexando de ser criança, mas me orgulho de não ter mudado pra ser como todo mundo. E isso me faz renovar o meu compromisso e o desejo de estar sempre com Deus, ainda que isso me faça parecer de outro mundo. Quer saber? Não me importo mais. Eu sou doida, mas pelo menos o meu hospício é o céu, como cantam os DDD's. Esse conceito eu não pretendo mudar.

 
 

Caindo de novo na real

Sabe quando você sente que se desviou da reta por algum motivo? Que você "mandou mal" em alguma coisa? O pior é quando você percebe que está falhando na sua vida espiritual...

Hoje estou eu aqui, sem aula e passando a tarde em ócio puro. Não que isso seja uma coisa que eu deteste (é legal demais acordar um pouquinho mais tarde e poder ter um pouco mais de tv e internet), mas quando isso acontece (pelo menos é assim comigo, não sei se com você), eu fico com uma moleza que não tem mais tamanho (pronto, falei!) e acabo relaxando em tudo: É mais difícil encontrar um tempinho pra rezar e meditar a Palavra, ficar com a família, arrumar aquela gaveta que já está caindo de tanta roupa pendurada... E parece que um dia inteiro de folga já não é suficiente.

Felizmente tenho um Senhor que me alerte. Que me dê uns puxoezinhos de orelha quando estou precisando e me faz cair na real de novo. Pois é: hoje eu estou precisando cair na real: organizar o meu tempo de oração e de meditação da Palavra, não deixar mais as coisas pra a última hora, quando já estou cansada e consigo arranjar uma desculpa. Também vou tentar melhorar o modo de me portar em casa, sem fazer aquela cara feia cada vez que tiver uma tarefa... Ih, isso deu uma listinha grande, não? Mas eu vou me esforçar. Pela vida eterna, tudo!

Já deixando de blá-blá-blás, eu vou levantar daqui e arrumar a minha gaveta (quem manda sair fazendo confissões na internet?Falei bobagem Agora tenho que cumprir...). Depois vou dar uma volta de biscicleta por aí, tentando tirar a minha culpa por comer tanto quando estou em casa.

Mas eu só vou indicar dois textos de outros blogs pra vocês antes de sair, certo?

  • Blog Vidas e loucuras enfim, que eu também mantenho. O último post de lá é sobre os males da humanidade, escrevi pra o Blorkutando.
  • Tem um texto super legal no Blog Dominus Vobiscum (Cadu, CN) cujo título é "Meta-se com a sua vida". Confiem em mim: está muito legal, e no final tem um desafio pra os leitores- rsrs

E você, está precisando "cair na real"?

 
 

Não depende só de mim

Olá, galera, Paz!

Primeiramente, desculpem o sumiço... Resolvi fazer as pazes com os livros e cadernos, estudar um pouco mais. Relevem! Daí 24 horas quase nem são mais suficientes...

Bom, agora estou aqui, isso é o que importa, certo?

Só vim dividir com vocês, uma coisa que está me acompanhando desde ontem. Quando li a liturgia, especialmente o Evangelho onde Jesus dizia que "a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas", fiquei meditando em quê estava colocando a minha esperança, minhas seguranças... Lembrei-me de que estou numa fase meio doida (acho que a mais complicada da minha vida, pelo menos até agora, rsrs) na qual eu preciso decidir o que vou fazer pelo resto da minha vida Indeciso, sabem como é, escolha profissional. Ai gente!vocês não têm idéia do que eu estou passando. As inscrições do vestibular 2010.1 da Universidade daqui já abriram há tempos e eu ainda não consegui me inscrever. Motivo? Dúvidas... É aquela coisa que você tem de fazer, avaliando todos os pontos positivos e negativos das centenas de carreiras disponíveis, salários, mercado de trabalho, satisfação pessoal ( a ordem não indnica importância, ok?)

Voltando ao tema do post, ontem eu me lembrei de que a minha vida depende menos de mim do que de Deus. Preciso lutar (e estou fazendo isso, acho que deu pra reparar no quanto estou estudando ultimamente...), mas não posso me esquecer de confiar tudo o que vai ser de mim a Deus. Ai, só de escrever isso me sinto um pouco mais aliviada! Tenho a quem recorrer! Tenho alguém por mim! E nessas horas, o medo de não dar certo ou de não conseguir ser feliz deve fugir correndo de mim...

Feliz por desabafar. Obrigada pela paciência de ler. Riso

Um abraço a todos, orem por mim, ok?

 
 

Sonhe com o céu!

Hoje eu estava lendo um post do Blog do Revolução Jesus (Eu só posso imaginar!) e me deparei com a seguinte pergunta: Você já imaginou qual será a sua reação quando você finalmente estiver diante DELE?

Não demorou muito pra a minha mentezinha doida começar a viajar. Sim! Eu já imaginei! Se vocês prometerem que não vão rir, eu conto que quero um dia apertar as bochechas de Jesus. Pronto, falei. Meio bobinho, não? Pelo menos eu pensei em alguma coisa, certo...

E voltei a pensar sobre isso. O blog do programa foi muito feliz ao prvocar nas pessoas que lerem esse texto o desejo de céu. Imaginar o céu, sonhar com Ele...

Mas eu me lembrei de outra coisa: Desejando tanto o céu, precisamos lutar para que Ele aconteça. E isso não é tão fácil. Lembras do que Jesus disse? "No mundo havereis de ter tribulações, mas coragem! Eu venci o mundo!" O céu é uma vitória ao mundo. E vitória não vem sem luta.

Por isso, deseje o céu e lute por Ele. Não importa o que faremos lá, certamente seremos muito felizes, simplesmente por estarmos diante de Deus! De Deus...

E depois desse passo, é hora de arrumar as malas: ponha tudo de bom que você tiver e trate de se livrar das coisas ruins. Podemos fazer ess viagem a qualquer momento...

Ps: Aqui mesmo na página inicial tem um outro post que eu escrevi sobre esse tema (mas está diferente, viu?) : Cultivar o desejo de céu. Vale a pena conferir!

Ah, galera, no fim desse post Do Revolução Jesus, tem um vídeio super legal que eu estou colocando aqui. Assistam e curtam: I can only imagine

 

Rezando o Rosário e cumprindo a missão

Estamos no mês missionário. E também no mês no Rosário. É incrível como aspectos individuais da Igreja possam estar tão ligados. Um missionário, um cristão, precisa orar. E o Rosário é uma das mais belas orações que conheço.

Meditando sobre isso eu constatei três virtudes pincipais que adquirimos na oração diária do Rosário (ou mesmo do terço). Sei bem que há muitas outras, mas essas são muito importantes.

Humildade - O Rosário não é feita de grandes palavras ou discursos. Por isso, qualquer criancinha aprende rápido a orá-lo. Com isso aprendemos também da nossa pequenez diante de Deus, e sem essa consciência, nenhum missionário cumpre bem a sua missão.

Persistência -  Quando oramos o terço, repetimos as orações do Pai-Nosso e da Ave- Maria. Nós insistimos na mesma oração. O que foi que Jesus nos pediu? Que fôssemos como aquela viúva insistente, que convenceu o juíz depois de muito lhe pedir. Quer que não desistamos de nossa causa...

Meditação da Palavra - A oração do Terço é a meditação dos mistérios da nossa fé. Mistérios que estão na Palavra. Enquanto oramos, vamos gravando em nosso coração aquilo que Jesus disse e viveu. Um cristão, um missionário que não medita a Palavra, não chega a lugar algum...

Por isso insisto que precisamos orar. A própria Mãe de Fátima pediu que o fizéssemos. E há ainda uma graça recebida com essa oração: com a Mãe, chegamos ao Filho, por isso o Rosário, mesmo sendo uma oração mariana, jamais deixou de ser cristocêntrica.

 
 

Não julgueis...

"Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados; dai, e dar-se-vos-á. Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia, recalcada e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também. "

Lc. 6, 37-38

A Palavra de Deus é bastante clara. Pede que não julguemos. E se parece tão severa a ponto de dizer que da mesma forma com que julgarmos, seremos também julgados, é porque Deus bem conhece o quanto esse pecado está entranhado em nós. E quer libertar-nos.

Julgamos as pessoas já quase sem querer. Se vemos uma atitude suspeita ou mesmo um pecado revelado de alguém, já começamos a criar nossas teses de possíveis causas e, o pior, a dar palpites do caráter dessas pessoas.

Mas a nós não cabe julgar. Nem Deus o faz por ora, mesmo cabendo a Ele essa tarefa. Lembras do que Jesus disse àquela pecadora? "Ninguém te condenou? Eu também não te condeno: vai e não tornes a pecar!" Como filhos de Deus e portadores do seu Espírito, não podemos nos arvorar em juízes, como o próprio São Paulo afirmou em sua carta aos Romanos:

"Assim, és inescusável, ó homem, quem quer que sejas, que te arvoras em juiz. Naquilo que julgas a outrem, a ti mesmo te condenas; pois tu, que julgas, fazes as mesmas coisas que eles. "

Rom. 2, 1

(Leia os versículos de 1 a 5, tem tudo a ver com o tema)

Quer mais um argumento? Não julgar é atitude de amor, e "quem não ama, não conhece a Deus"...

Por hoje é só, queridos. Pensem no que meditamos. E vamos à luta.

 
 

Os caminhos da evangelização

Ontem à tarde eu saí com os meus dois ex-catequistas de Crisma (Antônio e José, amo vocês!). Fomos visitar uma comunidade da periferia da paróquia de onde eles são ministros: o Campestre. Sabem como é que acontece, certo? O padre não pode dar conta de tantas capelas e envia ministros para celebrar a liturgia da Palavra e partilhar a Eucaristia.

Dessa vez eu fui com eles. Carro? Não. Fomos de biscicleta. Uns quinze minutos pedalando, subindo e descendo ladeira. Enfrentamos ainda uma nuvem de mosquitos na volta e uma chuvinha fina que quase acaba com a minha escova.

Mas sabem que eu amei ter feito isso? A simplicidade do local e da celebração me reconfortou demais. Não tinha muita gente. Cerca de trinta pessoas contando a nossa "caravana". Mas cantamos, louvamos, meditamos a Palavra e adoramos juntos. Não sei porque mas durante aquela liturgia eu me lembrava de como era a comunidade dos primeiros cristãos. A pequenez e a alegria tão grande...

Falamos sobre isso no caminho. Quando um dos catequistas pedia a Deus um carro (seria uma boa idéia, considerando a ladeira que estávamos subindo) o outro respondeu logo que era um pouco raro uma pessoa que tenha condições financeiras se entregar à evangelização. Em silêncio, concordei. Mas estávamos ali, enfrentando aquilo tudo pra levar uma mensagem de Deus (e o próprio Deus na Eucaristia) pra aquelas pessoas que nos recompensaram com seus sorrisos.

Pense nisso um pouco: Nesse mês missionário, o que você tem feito pela evangelização? Na sua paróquia devem haver grupos qua saem pelas casas. Você nem precisa ir muito longe... E não podes te esquecer da evangelização do dia-a-dia, aí mesmo na sua casa.

Semana que vem, iremos nós de novo.

 
 

De que você se alimenta?

Hoje eu não almocei. No lugar, esquentei uma mini-pizza e comi. (A culpa desse novo hábito é de vocês, Luma, Sophi e companhia limitada, viram?Falei bobagem ) O que importa é que eu estou aqui pra contar a minha experiência espiritual e não meramente alimentícia, certo?

A experiência é a seguinte: Enquanto me deliciava com aquela pizza de atum coberta por catchup (é assim mesmo que se escreve?Indeciso) e me sentia um pouco (só um pouco) culpada por estar trocando um almoço de arroz, feijão e frango, fui me lembrando de uma coisa que escrevi aqui, há não muito tempo: De que estou enchendo o meu coração?

Dizem que você é o que você come (Qual é, gente, eu só almocei pizza hoje!Embaraçado). Na espiritualidade também. Você é aquilo de que você se alimenta. Estás te alimentando de Deus? Ótimo! Estás te alimentando das coisas deste mundo somente? Pena!

O recado que eu quero te dar é: Sei que é bom mudar um pouco a rotina, assistir a um bom filme tarde da noite, ver um programa viciante de Tv, mas não se esqueça de que isso é fast-food se comparado ao alimento que Deus te dá. É este que te deixa forte. E essa comida que agora parece mais gostosa, só vai te trazer males no futuro (e um no presente: os "pneuzinhos").

Vamos nos alimentar de Deus! Vamos nos alimentar da oração e da Eucaristia! Só assim cresceremos saudáveis (e soube que no céu há exigência mínima de tamanho espiritual, viu?).

 
 

Preparando uma faxina geral

Hoje eu inventei de fazer uma faxina no meu guarda-roupas. Na verdade, a idéia foi mais da minha mãe do que minha. (Quem inventou que sexta-feira é dia de faxinar? Indeciso ) . De qualquer forma, lá estava eu arrumando livros, perfumes, tentando acabar com a bagunça que imperava. Não deu outra: eu me deparei com uma pilha enorme (repito: enorme) de papéis novos e velhos. A maioria era de atividades escolares: textos, provas etc. Encontrei muita coisa boa, como os textos que escrevi nessa época, alguns recadinhos das professoras, tudo já me dando uma saudade enorme. Mas achei tanta coisa inútil... Coisas que eu não queria mais... Coisas que eu precisava jogar fora. Joguei!

Preciso dizer isso a vocês: joguei tudo que era ruim fora hoje. E antes que vocês se perguntem o por quê de estarem lendo esse texto, já que não têm nada a ver com essa minha faxina e meus papéis, rapidamente eu direciono esse post pra a vida espiritual como não podia deixar de ser.

O nosso coração é como o meu guarda-roupas. Às vezes está a maior bagunça e precisa ser arrumado. Não receie fazer isso não! Vai dar muito trabalho, eu sei,  mas a satisfação de ver tudo arrumadinho e limpo depois é maravilhosa. Além do mais, você vai se deparar com coisas que você nem conhecia ou sabia que guardava. Você vai precisar se livrar de algumas delas pra arranjar espaço pra outras coisas. Pra coisas melhores.

Às vezes guardamos muitas coisas ruins. Pecados de estimação. Rancores. Ódios. Se quisermos entrar no Reino, vamos ter que fazer essa faxina. Deixar tudo limpinho. E não somente tirar de nós as coisas ruins, mas encher-nos de Deus. Pronto pra começar?

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