Aprender a conviver com os defeitos

Algo que precisamos aprender constantemente é a conviver com os defeitos. Nem vá se animando: não estou falando dos próprios defeitos, e sim, dos defeitos das outras pessoas.

"Ninguém é perfeito". Essa frase já virou um lugar-comum e recorrente. Porém, infelizmente só a utilizamos quando queremos justificar os nossos erros. Com ela, na verdade dizemos que nós não somos perfeitos. E as outras pessoas? Deveriam ser perfeitas? Ainda tem gente que acha que sim.

Quando entramos em um relacionamento, qualquer que seja, esperamos encontrar satisfação. Colocamos muitas expectativas sobre uma pessoa, e se ela chega a cometer um erro conosco, nos magoamos profundamente. E ainda acreditamos que fomos traídos, nos sentimos vítimas. É certo que não é nada legal receber uma ofensa de alguém ou ser prejudicado por causa dele. Mas isso não nos dá o direito de julgar e condenar as pessoas, o que normalmente fazemos.

Dizendo que precisamos aprender a conviver com os defeitos dos outros, não estou propondo nenhum tipo de masoquismo, nem tampouco que ignoremos que erramos. Não sugiro que aprendamos a conviver com o pecado ou que o encaremos como normal. O que digo é que os defeitos das outras pessoas não podem impedir jamais que nos relacionemos com elas e as amemos.

Que as amemos inclusive aconselhando-as a melhorar, ajudando essas pessoas a livrarem-se de seus pecados. Mas sem pressioná-los. Sem esperar deles a perfeição. Simplesmente amando, como Deus nos ama e não nos dá a condenação que merecemos.

Olhar para os seus próprios defeitos pode auxiliar muito esse processo. Assim você vai poder ter uma consciência ainda mais clara de que as pessoas são falhas, por mais que detestemos isso. E não se esqueça de que amar ainda é o fundamental.

 

 
 

Mudando... em Deus!

As mudanças vêm. Seja o cabelo, o tamanho, a personalidade, desejos ou sonhos, há sempre momentos em que mudamos algo em nós.  E isso não é ruim. Mudar significa abrir mão de algo por outra coisa, vezes melhor, vezes nem tanto...

Eu, graças a Deus, desde pequena estive na Igreja. Tanto que isso até fez com que eu ouvisse comentários maldosos. Deixando isso de lado, fato é que toda essa convivência com a Igreja influenciou muito aquilo que sou hoje, não há como negar. Mas o mais difícil foi crescer na Igreja. Acompanhar as mudanças que aconteceram (e continuam acontecendo) no meu corpo, nos meus conceitos e metas, nos meus modos. Perceber que o fato de me tornar uma adolescente cristã católica e convicta, levando a Bíblia e o terço pra a escola, renunciando a festas pra não perder a Missa e tudo o mais, me tornava completamente diferente dos outros adolescentes que conheci. Confesso que cheguei a me sentir mal várias vezes por causa disso, e já quis provocar uma outra mudança em mim, de modo que me tornasse como todo mundo era.

Mas se mudar é bom, mudar em Deus é melhor ainda. Não brinco quando digo que Ele foi e é o meu melhor conselheiro em dúvidas de toda a ordem (séerio). Tive Alguém a mais (e que "Alguém", hein?) pra me orientar sempre.

Lembrar disso me dá uma alegria! É verdade que mudei como toda pessoa que vai dexando de ser criança, mas me orgulho de não ter mudado pra ser como todo mundo. E isso me faz renovar o meu compromisso e o desejo de estar sempre com Deus, ainda que isso me faça parecer de outro mundo. Quer saber? Não me importo mais. Eu sou doida, mas pelo menos o meu hospício é o céu, como cantam os DDD's. Esse conceito eu não pretendo mudar.

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