Fé verdadeira é fé madura

Você já ouviu falar em “encontro pessoal com Jesus Cristo”? Para muitas pessoas, essa expressão significa aquele primeiro “baque” com Jesus, onde se descobre que Ele é o sentido da vida e se inicia uma caminhada cristã. Contudo, infelizmente a vida cristã de algumas pessoas se reduz a esse(s) momento(s), àquela pequena animação do início. Um grave erro e perda de tempo.

A nossa vida cristã precisa ser mais que isso. Esse primeiro encontro com Cristo é importante, mas não só. Posso dizer concerteza que às vezes o nosso relacionamento com Deus esfria, se torna diferente, e quem não é maduro o suficiente dificilmente sobreviverá a esses momentos de aridez espiritual. Por isso a nossa caminhada espiritual precisa amadurecer e crescer.

E isso é feito através de ações grandes e pequenas do dia-a-dia. Quando estamos sempre com Deus, chegamos a um estágio em que aquela empolgação do início diminui ou cessa completamente, mas temos certeza que a fé permanece, e continuamos gerando frutos.

O que falta a muitos é essa persistência. Já ouvi de muitas pessoas que acham que estão perdendo a fé porque já não sentem mais nada, porque a Missa não empolga mais e se reduziu a uma obrigação semanal. Nem sempre isso é verdade. Afinal, a fé é muito mais do que uma questão de sentimento e emocionalismo: é vida, é encontro com Deus.

É desse encontro diário com Deus que precisamos. Não somente de “um primeiro encontro”. Quando você se apaixona por uma pessoa, o que é que você mais quer? Estar com ela o tempo todo! Não desgrudar nenhum minuto. Com Deus é semelhante. E mesmo que depois do “casamento” a cara daquela outra pessoa já não seja mais tão nova ou atraente, ou o coração não palpitar mais tão forte, se o amor é verdadeiro, a vontade de ficar perto vai persistir.

No Evangelho desse domingo aprendemos através das parábolas contadas por Jesus que o Reino de Deus cresce em nós não por esforço próprio, mas pela ação divina. Jesus comparou o Reino a uma semente que começa pequena, se tornando mais tarde muito grande, e que isso acontece enquanto o semeador “dorme”. Mas eu pergunto uma coisa: se o semeador não vigiar a plantação, e não cuidar para que a sua plantação não seja destruída por pragas ou sabotada por inimigos, vai adiantar todo o trabalho da terra e da natureza? É certo que não! Esse também é o nosso papel: vigiar a nossa caminhada, sempre a regando bem, tirando as pragas, podando o necessário. O crescimento de nossa fé depende de Deus e de nós.

Por isso não desanime! Nenhuma árvore dá frutos quando nova! Você quer frutificar? Permaneça mais um pouco, persista e não desanime! Faça um esforço para manter sua vida de oração, a comunhão com a Eucaristia, o convívio com os irmãos. Somente aquele que permanecer até o fim será salvo, certo? Eu quero chegar a esse fim tendo frutos para apresentar ao Senhor, e gostaria de te ver lá também. Por isso que estamos aqui caminhando juntos, lutando para crescer na nossa fé, amadurecer.

Posts Relacionados: Revolucionários apaixonados, Queremos ser verdadeiros revolucionários, Criando raízes permanecemos fiéis